Luciano de Oliveira, da Vale, fala sobre parceria com a academia na gestão de riscos geotécnicos ferroviários - ABMS
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Luciano de Oliveira, da Vale, fala sobre parceria com a academia na gestão de riscos geotécnicos ferroviários

09/09/2026

Em entrevista concedida durante o COBRAMSEG 2026, Luciano de Oliveira, da Engenharia de Ferrovias da Vale, apresenta os desafios geotécnicos enfrentados na operação das ferrovias da companhia e destaca a importância da parceria com instituições de ensino e pesquisa para superá-los.

Oliveira atua na área de via permanente e, segundo ele, a companhia opera atualmente duas ferrovias: a Estrada de Ferro Carajás, com aproximadamente 892 quilômetros de extensão, e a Estrada de Ferro Vitória a Minas, com 1.400 quilômetros. Elas são utilizadas tanto para o escoamento de minério e transporte de carga geral quanto para trens de passageiros.

Manter essas operações funcionando em tempo integral exige uma gestão constante de riscos relacionados a taludes ferroviários, túneis, pontes, pavimentos e materiais da via permanente, como dormentes e trilhos. É nesse ponto que entram os convênios com universidades e grupos de pesquisa, que contribuem com dados, estudos e direcionamentos técnicos. Entre essas parcerias, Oliveira destacou a colaboração com a equipe GeoInfra, da USP, que já resulta em três convênios ativos com bons resultados.

"É uma troca muito interessante. Nós, enquanto ferrovia, entramos com os desafios, os dados e as informações de campo. E as instituições, assim como a GeoInfra, entram com o conhecimento técnico e análise dos dados, procurando trazer soluções e direcionamentos e procedimentos que possam nos ajudar nessa gestão de risco", explica.

O engenheiro também comentou sobre a experiência de participar do congresso, ressaltando o valor do networking com pesquisadores renomados e a oportunidade de atualização na área de geotecnia e mecânica dos solos aplicada a ferrovias.

Assista à entrevista completa com Luciano de Oliveira.

Dois pesquisadores do GeoInfra, Felipe Almeida e Alan Brito, também deram depoimentos durante o COBRAMSEG. O grupo, coordenado pelo professor Marcos Massao Futai, se dedica a estudar os efeitos das mudanças climáticas na resiliência de infraestruturas lineares, com frentes de pesquisa voltadas a taludes, túneis e fundações.

Assista à entrevista com Felipe Almeida e Alan Brito.

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