Presidente do CBT destaca sinergia com o CBMR em mesa-redonda sobre rochas e obras subterrâneas no COBRAMSEG 2026
16/09/2026
Jean Pierre Ciriades, presidente do Comitê Brasileiro de Túneis e Espaços Subterrâneos (CBT) da ABMS participou pela primeira vez do COBRAMSEG. Ele foi a Brasília a convite do Comitê Brasileiro de Mecânica das Rochas (CBMR) para moderar a mesa-redonda "Rock Mechanics Applied to Tunnels and Infrastructures", parte da programação do LARMS 2026.
Assista à entrevista completa com Jean Pierre Ciriades:
"Fiquei muito surpreso com o evento", afirma Ciriades, destacando a amplitude do "guarda-chuva" da ABMS e o ecossistema robusto que reúne a mecânica dos solos e a engenharia geotécnica. Para ele, a organização, a escolha da cidade e do hotel e a estrutura oferecida pelo evento superaram as expectativas. Ele também elogiou o nível técnico das discussões, com um enfoque crescente em soluções com aplicabilidade prática para o dia a dia do engenheiro.
Uma parceria entre comitês irmãos
Ciriades ressaltou a proximidade entre o CBT e o CBMR, que descreve como "comitês irmãos": ambos têm estruturas regionais similares e dialogam sobre temas que se cruzam constantemente: afinal, uma obra subterrânea tanto pode avançar em solo quanto em rocha, e é aí que a mecânica das rochas se torna disciplina fundamental.
Essa sinergia foi o fio condutor da mesa-redonda que ele liderou pela manhã, reunindo três olhares complementares sobre o ciclo de vida de projetos de infraestrutura subterrânea:
Werner Bilfinger, sócio da Vecttor Projetos e ex-presidente do CBT (2017–2018), representando a visão do projetista;
Mengxue Qi, do TBM Technology Research Institute, da China, trazendo a experiência em desenvolvimento de equipamentos e construção;
Carmen Deulofeu, gerente geral da concessionária responsável pela Linha 2 do Metrô de Lima, no Peru, trazendo a perspectiva da gestora do ativo.
Decisões que se acumulam ao longo do ciclo de vida
Para Ciriades, reunir esses três pontos de vista evidencia como uma decisão em uma etapa do projeto impacta diretamente as seguintes: uma escolha de projeto mal avaliada afeta a obra, e uma execução que não segue o projeto acaba impactando o cliente final, com reflexos em durabilidade, funcionalidade, manutenção, controle operacional e gestão de risco, especialmente em túneis rodoviários e ferroviários de transporte de passageiros.
A mesa discutiu cinco questões fundamentais e teve boa adesão de público. "Foi realmente muito engrandecedor, foi um prazer fazer essa conversa, liderar isso junto com todo mundo. Acho que o resultado foi muito bom", resume o presidente do CBT.
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